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A história de Carmo do Rio Claro

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A história de Carmo do Rio Claro começa a ser traçada em meados do século XVIII. Os primeiros habitantes das terras ao redor da Serra da Tormenta foram os índios caiapós e alguns negros alforriados que montaram seus quilombos. Próximo à serra descia um rio de água límpida e cristalina, batizado pelos índios de Jeticaí. A origem do nome é resultado da invocação à Nossa Senhora do Monte Carmelo, vinculado à ordem dos carmelitas. Rio Claro é fruto do rio que corria rente a Serra da Tormenta e desaguava no rio Sapucaí.

image O arraial de Nossa Senhora do Monte Carmo começou a se estruturar na segunda metade do século XVIII, com aproximadamente 500 habitantes, uma mistura de brancos, negros e índios. Em 1770, uma capela foi erguida às margens do rio Sapucaí em homenagem ao Senhor Bom Jesus do Itacy.

Por volta de 1780, tem-se o primeiro registro de padre no arraial: João Manuel de Carvalho. Em 1809, com uma população de mais mil habitantes o arraial tornou-se distrito. A capela ficou agregada à Matriz de Nossa Senhora da Assunção de Cabo Verde, nessa época o distrito pertencia à província de São Paulo. O vilarejo começou a se desenvolver com a chegada de pessoas vindas da região das minas, como São João Del Rei, conhecidas como entrantes. No início, eles estavam apenas de passagem, mas alguns resolveram se fixar, formar fazendas e trazer as famílias, o que transformou a cultura de subsistência daquele povo em cultivos destinado ao mercado, com o objetivo de acumular riquezas. A produção das lavouras e da pecuária só era possível através da mão de obra escrava, o que originou as senzalas nas fazendas.Para estabelecer a ordem e organização do distrito, bem como realizar demarcações de terras, criou-se um juizado de paz e um distrito policial. Conforme registros, em 1830, ambos os cargos haviam sido ocupados pelo vigário da igreja, João Martins. Com a lei, criou-se regras, denominadas de Posturas, principalmente no que se referia a demarcação de terras, conservação das estradas e a produção agropecuária. Em 1837 foi realizado um censo no arraial que obteve os seguintes resultados: população de 1.285 habitantes, sendo que um terço eram escravos.

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A tradição do artesanato em Carmo do Rio Claro teve origem na segunda metade do século XVIII, com os escravos, que plantavam e colhiam o algodão com a finalidade de usar os fios para tecer. O tear era uma peça comum a quase todas as casas da época. Não só os escravos teciam, a tecelagem era praticada por todos da família, era uma prática familiar e doméstica.Até 1848, o arraial do Carmo pertenceu à Vila de São Carlos do Jacuí. Dois anos mais tarde, o arraial foi transferido para a Vila Formosa do Senhor dos Passos, o que fez com que todas as decisões administrativas referentes ao arraial dependesse de Passos. No final do século XIX, já havia água canalizada, a economia agropecuária se fortalecia, o comércio crescia e aumentava também o número de pessoas alfabetizadas.

Por esses motivos, e, pela a estrutura e organização que apresentava, em outubro de 1875, o arraial carmelitano torna-se Vila, e o primeiro prefeito empossado foi José Balbino da Silva.No dia 19 de julho de 1877, durante a sessão da Câmara, o vereador Dias, indicou que se fizesse uma representação ao Presidente da Província solicitando à elevação da Vila para a categoria de cidade. Quatro meses depois, no dia cinco de novembro de 1877, a Assembléia aprovou a lei número 2.416, transformando a vila na cidade de Carmo do Rio Claro.

Após a emancipação, criou-se na cidade a primeira escola Casa de instrução pública, onde lecionaram os professores dona Maria Peres, dona Francisca Chaves, conhecida como dona Chiquinha, e Getúlio Gonçalves de Abreu Chaves. Além dessa escola, foi criado pelo padre Job Moreira Magalhães o colégio Pathernon, que funcionava em um prédio ao lado da Matriz.

image Já no século XX, em 1904 foi criado por dona Maria Goulart, o Colégio Sagrados Corações de Jesus e de Maria, onde se aprendiam, além da ciência e da matemática, etiqueta, música, trabalhos manuais e esportes. O colégio era freqüentado apenas por jovens mulheres, que adquiriam uma postura social mais requintada perante os padrões de educação da época.

Curiosidades

O Idealizador

Edgar Pereira da Silva nasceu em Carmo do Rio Claro, Sul de Minas Gerais, Em 18 de Setembro de 1942, filho de Jayme Silva e de Carlota Pereira da Silva, tendo como avós maternos o Capitão Tito Carlos Pereira e Dona Prudenciana Maria da Conceição. Saiba mais »

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